Domingo, Novembro 15, 2009



planos para dominar o mundo #11


há uns dois ou três por volta desta altura de fim de Outono, cheguei a casa num fim de tarde e sentei-me a ver (sem o saber de antemão) exactamente o filme que me apetecia ver - era o Labirinto do Fauno, que amo de paixão assolapada quase tanto como sou obcecada pelas aventuras da Alice no País das Maravilhas.

no meu aniversário este ano, sentei-me na cama ao fim da tarde e apeteceu-me ver exactamente o filme que me apetecesse ver; então disse em voz alta "apetecia-me ver qualquer coisa como o A Series of Unfortunate Events. liguei a televisão e o filme estava a passar.

gosto destas coisas que são as febres da estação e as coincidências de arrepiar. e como é uma angústia tremenda pensar que não há mais Senhor dos Anéis, que é o meu universo natalício/invernoso por execlência, estou já já a preparar o meu roteiro de literatura fantástica pré-natalícia:











se pudesse, só voltavam a ver-me fora de casa lá para Março. work less, read more, a máxima imprescindível de qualquer manifesto contra o trabalho, com algumas horas de sono excessivas pelo meio, e ai de mim se não vou mesmo parar ao inferno com tanta queda para os pecados capitais.





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Quarta-feira, Novembro 11, 2009



mosaico no coração:











imagens do Kurt Halsey, composição minha






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música no coração #9


já tão tarde, Novembro surpreendeu-me com um cheirinho a verão, e trouxe a mesma felicidade completa da descoberta dos Fleet Foxes (afinal o mundo não acaba, nem os grandes amores):




Vetiver | More of this


It won't be long before
I have to leave
Knowing that I could use more time alone with you
That just might carry me through




...





mas o Outono afirma-se e não deixa margem para equívocos, é como recordar Morrissey e uma espécie de tristeza ligeira ou uma alegria parvinha, está frio e tal mas há coisas maravilhosas como as castanhas assadas, o quentinho de um abraço, e uns bilhetes para o Coliseu do Porto a 2 de Fevereiro do ano do contacto:





Arctic Monkeys | Cornerstone


It was close
So close that the walls were wet






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Quarta-feira, Novembro 04, 2009



i've seen the life on this planet, that's why i'm looking elsewhere *


não é bem verdade que nada se compara à miséria de um emprego: eu dar-me-ia por contente se tivesse um emprego, mas o que acontece é que o que tenho é só trabalho e algumas chatices. isso é que é a verdadeira miséria. deixei tão abandonado, a meio, o meu A História Fabulosa de Peter Schlemhil de Adelbert Von Chamisso, que pela primeira vez na vida perdi o norte a um livro. não sei onde está, desde a última vez que lhe peguei. entretanto, para compensar, comecei o fabuloso Good Omens de Terry Pratchett e Neil Gaiman, que é exactamente o livro que me apetece ler nesta altura do ano, mas que por motivo do meu grande sono acumulado em consequência de um atropelamento de cansaço, não consegui ir ainda além das duas primeiras páginas. é assim que, juntando o útil ao agradável, encontro o livro perfeito para mim nestas condições:









o universo do imaginário-fantástico-deste-mundo-mas-que-parece-de-outro-ou-vice-versa é o meu escape. e tenho horas de entretenimento garantido. que é como quem diz, uma vida inteira, considerando o tempo livre disponível.





* Fox Mulder, The X-Files





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o amor é bom quando é uma perdição


«Para isto dos nossos amores, de entender bem o porquê dos nossos amores, fazemos imensas perguntas existenciais quando somos mais novos e depois se tivermos juízo, ao longo da vida e sempre que coisas estranhas voltem a acontecer, aprendemos a deixar-nos levar, caladinhos que nem um rato e a ouvir de joelhos o Chet Baker. O Chet Baker que sabia muito bem o que é ficar sem Norte. O amor passa a ser, para nosso bem, igualzinho àquela música, uma espécie de Let´s get lost , isto é, um vale tudo menos tirar olhos.» | mónica marques





Chet Baker | Let's get lost





anda a acontecer-me algo do mais terrível que há: uma quase total incapacidade de expressar-me. há-de ser coisa da estação, que incita ao recolhimento, talvez. ou isso ou o corpo todo concentrado na felicidade dos dedinhos dos pés encostados a outros dedinhos. não tenho palavras. não sei explicar. o texto da Mónica Marques cai-me como ginjas e ainda por cima traz o Chet Baker dentro, que é para mim a representação mental de uma série de metáforas e memórias do prórpio amor. sublinho-o do princípio ao fim, com um grande coração em volta deste parágrafo que recortei




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das delícias


há combinações tão improváveis quanto perfeitas, e o lugar subtil e discreto que o mundo lhes reserva, quietas e em mútuo desconhecimento até se descobrirem por acaso, é um dos maiores motores de comoção e alegria, como esse insuperável espanto pelo milagre do arrebatamento que é o amor, por exemplo. e eu que nunca cesso de me espantar como é possível, se tão improvável, que duas pessoas que foram feitas uma para a outra se encontrem, também nunca cesso de me espantar como foi possível que se inventasse a maior das improbabilidades: as claras em castelo. e assim por diante. há acasos mais prováveis, certamente. como o da junção do doce de abóbora com o requeijão. a rima foi sem querer, mas a delícia é daquelas de chorar por mais. bate o queijo com marmelada aos pontos, de longe. um chazinho de rooibos por cima, uma sonequinha ao fim da tarde, dez dedinhos dos pés que se vêm juntar aos meus, e começo a vislumbrar algo muito semelhante à felicidade.





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não sei até que ponto desejo ou não ler este livro num futuro mais ou menos próximo. nem sei até que ponto o fascínio do oriente desabrochou o suficiente para eu desejar esse desejo. o que é certo é que se trata, na minha opinião, da jóia da família - que é como quem diz, da colecção, e Alexandra Lucas Coelho deixou-me rendida ao vê-la (e ouvi-la) de perto. diz que quem viaja, fá-lo avançando contra o medo. o que é de uma violência extrema, para quem se encontra incapaz de se mover.





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Sábado, Outubro 31, 2009



Dr. Jekyll and Mr. Hyde




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Segunda-feira, Outubro 26, 2009



current mood:


na minha rua quase nunca há estacionamento. fico de mau humor quando tenho que ir deixar a viatura ao cu de Judas, com chuva, tralhas para carregar, a lei de Murphy toda compostinha. o mínimo que se pode desejar é um pouco de sossego ao bater com a porta de casa, trancando o mundo ignóbil do lado de fora. mas não. a puta da vizinha de cima tem hora marcada para ouvir televisão aos berros, ou falar ao telemóvel aos berros, ou discutir com o marido aos berros, e é sempre de preferência a partir das onze da noite. os meus nervos não foram feitos para estas coisas. nunca foi grande surpresa gostar mais dos meus livros e dos meus gatos do que da maioria das pessoas, por isso, sim:




© 9000
descoberto via menina limão.






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Quinta-feira, Outubro 22, 2009



não tenho sorte nenhuma


isto dos mecanismos da conservação da memória é coisa que tem muito que se lhe diga. o desejo de fazer algo que em essência é fugaz e transitório - o momento - permanecer leva-nos a diversos malabarismos e truques ilusionistas, desde a escrita do diário ao acto mágico da fotografia, concretizando o impensável, a suspensão do momento do momento no tempo, a sua perpetuação para o futuro. cria-se a ilusão de que é possível agarrarmo-nos às coisas, evocá-las quando a memória nos falha. é uma merdinha, é o que é, quando o resto também falha. há dias fiquei sem o telemóvel e sem vários anos de mensagens que não podia de modo algum ter perdido. foi um duro golpe. hoje apercebo-me que devo ter perdido para sempre os ziliões de fotografias da minha única viagem à Grécia porque a) um incompetente de um técnico informático me deu cabo do disco rígido onde as tinha guardado e b) porque não encontro em lado nenhum o cd de backup. não é apenas um duro golpe, é um verdadeiro teste à resistência dos meus nervos. desculpem, é só um momento, vou só para ali um bocadinho chorar desalmadamente.





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Quarta-feira, Outubro 21, 2009



das frentes de combate


isto anda tudo trocado. com a chegada da chuva, não é a disposição que se impunha. mas ao invés de a melancolia arrastar consigo o chamamento da mantinha e do chazinho e da voz fofinha, sei lá, da Cat Power, há uma partezinha de mim em que o verão resiste, assim tipo à laia da pequena aldeia de gauleses que resiste ainda na França conquistada, e portanto só me apetece é andar a abrir estrada fora com o volume no máximo, com os meus óculos de sol Lolita a fazer caretas aos outros condutores:




Eagles of Death Metal | Wanna be in L.A.






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caricatura


não deixa de ser irónico e muito engraçado que hoje, esperando na fila da Fnac para pagar, repare que a senhora que está à minha frente esteja a comprar nem mais nem menos do que um exemplar do Caim de José Saramago e outro da Bíblia.





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música no coração #8


há um ano atrás, houve uma primeira música, uma espécie de preâmbulo, um entreabir de porta, uma leve suspeição, que deixou a pista enquanto eu chorava baba e ranho pela miséria da minha vida:



if you don't bring up those lonely parts
this could be a good time







i picture you and me together in the jungle
it will be ok





hoje, se o outono arrasta consigo a melancolia, já tenho um primeiro soldado para uma frente de combate eficiente. e se o mundo acabar, não faz mal.









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x. mark.


durante muitos anos a maior parte de mim esteve demasiado colada a um sentimento desolador de desconcerto total - eram os Demónios Interiores do Jorge Palma, que também eram os meus, raios os partam, eram os Passos em Volta do Herberto Helder e eu que, se quisesse, enlouquecia, por não aguentar a desordem estuporada da vida. era todo o cansaço do mundo e uma rotina de nervos esfrangalhados. man, era a história da minha vida, desastrada e sem rumo, uma tragicomédia em seis actos, na qual eu poderia meter qualquer Dama das Camélias num bolso. hoje, tenho poucas saudades dessa parte de mim que poderia estar toda traduzida num dicionário de metáforas líricas doridas, compiladas ao longo de quase sete anos de little black spot. vai-se ao inferno e volta-se. certo, nunca se pode voltar ao desconhecimento do inferno. seja. o que eu não quero é ser a vida toda uma little trouble girl *. pago contas e tenho que fazer o meu próprio jantar, não há tempo para essas coisas.




* Sonic Youth




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Terça-feira, Outubro 20, 2009



a funcionária cansada


gosto do Manuel de Freitas porque o descobri numa altura em que descobria também uma certa beleza do desencanto, cenário em que ele - o Manuel de Freitas - se convertia para mim no poeta icónico dos destroços do quotidiano, dos gestos banais, em que a poesia perde uma certa qualidade quintessencial mas ganha uma riqueza que advém dos jogos da literalidade. ontem à noite recordei-o ao ver o meu próprio quotidiano esquartinhado, comprimido e oprimido pelas forças implacáveis de uma rotina subjugadora, que quase não me deixa tempo para respirar quanto mais para a poesia e me leva furiosamente ao (re)encontro do manifesto pela proibição do trabalho:




A fome, o desamor, o desabrigo,
nenhum mal é comparável à miséria
dum emprego


Manuel de Freitas / José Miguel Silva
in Walkmen






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a posta de pescada ocasional


eu ia mandar a minha posta de pescada sobre o assunto Caim - afinal de contas Saramago é um alvo fácil para o malhanço de todas as frentes mesmo quando uma história é só uma história e pode valer por ser uma história bem contada ainda que caricaturize ou adultere o ponto de partida (e olha, afinal ainda foi um rabinho da pescada, desviem-se!) - mas entretanto já não é preciso porque encontrei este texto no Irmão Lúcia. sublinho-o do princípio ao fim.


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Segunda-feira, Outubro 19, 2009



heads up display:



© ~miezeTatze



chegamos à red line dos níveis mínimos de suporte de vida. sinto que passou por cima de mim um comboio de carga, daqueles que fazem demasiado barulho e demoram demasiado a passar, a meio de uma conversa, deixando as frases em suspenso. agora, é a lenta subida de regresso. man, dá tanto trabalho divertirmo-nos.



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Domingo, Outubro 18, 2009



man, it was really fast!


não dormi durante quarenta e oito trinta e seis horas (e a prova disso é que ainda não recuperei a habilidade para fazer contas). passei o limbo da directa e sobrevivi - não sem a difusa memória de me ter metamorfoseado em abóbora e em zombie e num ser vagamente alucinado com lentes de contacto pregadas aos olhos. andei pelas ruas com sapos príncipes e lagostas, OVNI's e joaninhas voa-voa, rãs saltitonas e cogumelos gigantes. estive no meio de uma alucinação colectiva com o Darth Vader, mas o Darth Vader perdeu-se e não apareceu. corremos pela rua fora em direcção à Velha-a-Branca de computador na mão ainda a renderizar um filme. conseguimos entregar o filme, mas esquecemo-nos da cena final. no fim da noite, a exibição dos filmes transformou-se num fiasco devido a uma série de problemas técnicos e assim pudemos culpar a organização. no meio disto tudo, comprovou-se que a Lei de Murphy e seus corolários são uma das únicas verdades universas incontestáveis, e ao longo de cerca de 24 horas pudemos perceber que, não só


If anything can go wrong, it will go wrong



mas também que


If anything simply cannot go wrong, it will anyway




e acima de tudo que


If there is a worse time for something to go wrong, it will happen then




sim, estivemos no Fast Forward e foi a puta da loucura. thumbs up, voltamos para o ano.



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Sexta-feira, Outubro 09, 2009



um cão preguiçoso pode não ser um cão lento




há coisas que nunca conseguirei compreender. uma delas é por que raio é que a frase


The quick brown fox jumps over the lazy dog


cuja utilidade é precisamente o facto de ter sido inventada não por ser engraçada mas por conter todas as letras do alfabeto, para melhor demonstração do aspecto de uma fonte tipográfica, aparece no meu sistema operativo em português traduzida para



A rápida raposa castanha salta em cima do cão lento.


...


pá, não compreendo. não tem tem um z, não tem um b, não tem um u... já para não falar que a raposa deixa de saltar por cima do cão para saltar-lhe em cima. eu logo vi que isto tudo era mas é um esquema de malandragem. ah, ganda porca.





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Quarta-feira, Outubro 07, 2009



o rosto de deus


foi com grande alegria e comoção que em Agosto descobri o regresso d' O Rosto de Deus. um blog que é como um altar, ou um santuário, ou apenas um lugar íntimo para uma espécie de devoção. poderia ser quase o Clube de Fãs da Ana Teresa Pereira. e permite descobertas como esta, sobre as edições dos crimes imperfeitos da Relógio d'Água. por isso, é para seguir com atenção e prazer.




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nota à margem: eu li Que o Diabo Leve a Mosca Azul inspirada pela selecção da Ana Teresa Pereira. não é sem algum desapontamento que registo não ter sido o livro fascinante e perturbador que o prefácio prometia. há de facto alguma ambiência de mistério e macabro que faz pensar no grande estilo de Daphne du Maurier, mas que se depois algures a meio se perde e dilui num estilo mais banal. não me arrepiou os cabelos, e eu não esperava menos que isso de um livro que deveria ser aterrador. é uma boa leitura, sem dúvida, mas fico sempre a pensar que está muito pouco assombrado...





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spot player special




"us people are just poems"
[ani difranco]




~*. through the looking glass .*~


pale blue dot - sala de exposições

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casa-mãe
casa-pai

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calamity.spot[at]gmail.com



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~*. rearview mirror .*~


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~*. spying glass .*~


a balada do café triste . a natureza do mal . a rute é estranha . as formigas . albergue dos danados . almanaque de ironias menores . animais domésticos . arquivo fantasma . atelier de domesticação de demónios . atum bisnaga . auto-retrato . avatares de um desejo . baggio geodésico . bibliotecário de Babel . bicho do mato na cidade . bloodbeats . cadeirão voltaire . caixa-de-lata . casa de cacela . chafarica iconoclasta . coisa ruim . com a luz acesa . complicadíssima teia . corpo em excesso de velocidade . daily make-up . e deus criou a mulher . ein moment bitte . em busca da límpida medida . em escuta . estado civil . eyes shut . glooka . i kant, kant you? . insónia . isto é o que hoje é . last breath . loose lips sink ships . meditação na pastelaria . menina limão . moro aqui . mundo imaginado . não tenho vida para isto . não tenho a tua vida . no meu vaso . no vazio da ondao . o amor é um cão do inferno . o leitor sem qualidades . o assobio das árvores . o jardim assombrado . o polvo . o regabofe . o rosto de deus . o silêncio dos livros . os cavaleiros camponeses no ano mil no lago de paladru . os amigos de alex . passeio alegre . pathos na polis . playground . post secret . provas de contacto . respirar o mesmo ar . senhor palomar . she hangs brightly . sushi leblon . tarte de rabanete . tempo dual . there is only 1 alice . tratado de metatísica . triciclo feliz . uma por rolo . vazio bonito . viajador


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os lugares comuns: against demons . afirmações identitárias . all work and no play . compêndio de vocações inúteis  .  current mood . filosofia e metafísica quotidiana . fruta esquisita menina aflita . inventário crescente de palavras mais-que-perfeitas . miles to go before I sleep . música no coração  .  música para o dia de hoje . o ponto de vista dos demónios . planos para dominar o mundo . this magic moment  .  you came on like a punch in the heart . you must believe in spring


egosfera: a infância . a minha vida dava um post . a troubled cure for a troubled mind . april was the cruellest month . aquele canto escuro que tudo sabe . as coisas que me passam pela cabeça . fruto saturnino (conhecimento do inferno) . gotham style . mafarricar por aí . Mafia . morto amado nunca mais pára de morrer . o exílio e o reino . os diálogos imaginários . os infernos almofadados . RE: de mail . sina de mulher de bandido . um lugar onde pousar a cabeça   .  correio sentimental


scriptorium: (des)considerações sobre arte . a noite . and death shall have no dominion . angularidades . bicho escala-estantes . do frio . do medo . escrever . exercícios . exercícios de anatomia . exercícios de respiração . exercícios de sobrevivência . Ítaca . lunário . mediterrânica . minimal . parágrafos mínimos . poemas . poemas mínimos . substâncias . teses, tratados e outras elocubrações quase científicas  .  um rumor no arvoredo


grandes amores: a thing of beauty is a joy forever . grandes amores . abraços . árvores . cat powa . colectânea de explicações avulsas da língua portuguesa  .  declaração de amor a um objecto . declaração de amor a uma cidade . desolação magnífica . divas e heróis . down the rabbit hole . drogas duras . drogas leves . esqueletos no armário . filmes . fotografia . geometrias . heart of darkness . ilustraçãoinício . matéria solar . mitologias . o mar . os livros . pintura . poesia . sol nascente . space is the place . the creatures inside my head . Twin Peaks . us people are just poems . verão  .  you're the night, Lilah


do quotidiano: achados imperdíveis . acidentes quotidianos e outros desastres . blogspotting . carpe diem . celebrações . declarações de emergência . diz que é uma espécie de portfolio . férias  .  greves, renúncias e outras rebeliões . isto anda tudo ligado . livro de reclamações . moleskine de viagem . níveis mínimos de suporte de vida . o existencialismo é um humanismo . só estão bem a fazer pouco


nomes: Aimee Mann . Al Berto . Albert Camus . Ana Teresa Pereira  . Bauhaus . Bismarck . Bjork . Bond, James Bond . Camille Claudel . Carlos de Oliveira . Corto Maltese . Edvard Munch . Enki Bilal . Fight Club . Fiona Apple . Garfield . Giacometti . Indiana Jones . Jeff Buckley  .  Kavafis . Klimt . Kurt Halsey . Louise Bourgeois . Malcolm Lowry . Manuel António Pina . Manuel de Freitas . Margaret Atwood . Marguerite Duras . Max Payne . Mia Couto . Monty Python . Nick Drake . Patrick Wolf  .  Sophia de Mello Breyner Andresen . Sylvia Plath . Tarantino . The National . Tim Burton


os outros: a natureza do mal . amigos . dedicatórias . em busca da límpida medida . retalhos e recortes



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...it's full of stars...


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